O Mito Da Princesa Fenícia “Europa”

Mitologia

De acordo com a mitologia grega, Europa era uma princesa, filha dos reis de Tiro, Agenor e Telefassa, irmã de Cadmo, Cilix e Fênix. Viviam no Mediterrâneo, no território Fenício, atual Líbano.
Zeus, encantado com a beleza da princesa, quis tirá-la de sua família para viver com ele. Certo dia, enquanto a donzela vagava entre os rebanhos de gado de seu pai, assume a forma de um touro branco deslumbrante, encantando-a, sem revelar a verdadeira identidade, apenas quando chegam à Ilha de Creta, onde se transforma na primeira rainha da ilha.

Tornaram-se amantes e Europa deu à luz a Minos, Radamanto e Sarpedão. Diante da impossibilidade de ficarem juntos, Zeus cede a mão da princesa ao Asterion, rei de Creta, criando seus três filhos, onde mais tarde se tornaram os três juízes responsáveis por decidir quais caminhos as almas que se dirigiam para o Mundo Inferior deveriam seguir.

Seu pai, Agenor, após o seu desaparecimento, entristecido com a possibilidade de perder sua filha, ordenou que seus filhos Cadmo, Cilix e Fênix fossem resgatá-la, mas eles nunca a encontraram. De qualquer modo, cada um se fixou num território e prosperaram. Cadmus tornou-se rei e fundou a cidade Cadmea, mais tarde chamada de Tebas. Também introduziu o Alfabeto Fenício no continente Grego. Cilix, deu seu nome a região da Cilícia, atual Turquia. E, Fênix seria o epônimo de Fenícia, um líder para aquela região. São assuntos para mais tarde.

Fenícios e gregos.

Etimologia e  Teorias

Existem diversas teorias sobre o mito da Europa.

O nome Europa é de etimologia incerta. Uma teoria sugere que a palavra é derivada do grego εὐρύς (eurus), que significa “largo, amplo”] e ὤψ/ὠπ-/ὀπτ- (ōps/ōp-/opt-) significa “olho, rosto, semblante”, portanto Eurṓpē seria algo como “ampla contemplação”. Amplo era um epíteto da própria Terra na religião protoindo-europeia.

Outra teoria sugere que o termo é baseado em uma palavra semita como o mesmo significado do acadiano erebu, algo como “para ir para baixo, pôr-se” (cf. Ocidente), um cognato do fenício ereb “noite; oeste” e do árabe do Magreb, do hebraico ma’ariv (ver Érebo, PIE *h1regʷos, “escuridão”).

Para Homero, Europa (em grego: Εὐρώπη, Eurṓpē) era uma rainha mitológica de Creta e não uma designação geográfica. Mais tarde, o termo Europa foi usado para se referir ao centro-norte da Grécia, e em 500 a.C., seu significado foi estendido para as terras ao norte.

Marca d’água do Euro traz a imagem da princesa fenícia.

 

Referências

Instagram: https://www.instagram.com/phoenisland/ (Autora da matéria Val Mattar)

https://historia-europa.ep.eu/pt/em-destaque/myth-europa

http://obaudahistoria.blogspot.com/2010/09/o-mito-de-europa.html?m=1

A contribuição dos fenícios e árabes à civilização Ocidental

https://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/fx2009199904.htm

2 thoughts on “O Mito Da Princesa Fenícia “Europa”

  • 11 de novembro de 2021 em 2:50 pm
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    No processo de evolução do Oriente, até a Grécia, a Europa não “existia”, tanto que seu nome tem mais de uma raiz, oriental e também nomeia um “mito”. Começa a aparecer, de fato, uns 5 séculos antes do advento do Cristianismo. Antes disso, são os traços rupestres que aparecem, se não me engano!

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  • 11 de novembro de 2021 em 6:15 pm
    Permalink

    Touro, lembra Enlil, Javé e vários deuses líderes.

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