Mapas Antigos Mostram A Costa Da América E A Antártida

Como mapas antigos baseados em gráficos da época de Alexandre, o Grande, poderiam representar a costa da América e a Antártida?

Os mapas mais antigos que se conhecem foram encontrados desenhados numa parede da antiga cidade de Çattalhuyulk, na Turquia, e datam de 6204 a.C. Também, esse tipo de representação visual foi utilizada em tábuas de argila na antiga Mesopotâmia, por volta de 2300 a.C. Esses mapas eram de terrenos e utilizados ​​para controlar a tributação. Mapas foram confeccionados em seda na China, em torno da II século a.C. Os maias e incas fizeram representações dos territórios que conquistaram. No início dos anos 1300, os navegadores desenvolveram mapas do Mediterrâneo e outros litorais conhecidos. Finalmente, nos tempos modernos, aperfeiçoamos a arte de fazer mapas e navegar, e, conforme a Encarta Encyclopedia: History of Geography & Maps, “Somente a partir do final dos anos 1700 foi possível coletar e registrar informações geográficas verdadeiramente precisas”.

Os mapas a seguir são enigmas muito antigos, porque simplesmente não se encaixam na cronologia histórica.

MAPA DE PIRI REIS DE 1513

Há um mapa datado de 1513 feito por um homem chamado Piri Ibn Haji Memmed, mais conhecido como Piri Reis. Ele era um almirante da marinha turca e hoje temos apenas um fragmento do gráfico original.

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Mapa de Piri Reis

Segundo Reis, que escreveu na legenda do Mapa:

Ninguém em nosso século possui outro igual ou semelhante. Ele é produto de estudos comparativos e dedutivos realizados em 20 mapas de diversas épocas e origens. A parte principal, que compreende a quarta parte do globo, com as terras imersas, teve sua origem num mapa que pertenceu ao rei Alexandre, senhor dos dois cornos….há ainda um mapa igual ao que o infiel Colombo utilizou para redescobrir as novas terras do mar ocidental.

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Essas alegações são incríveis, pois um exame inicial desse mapa parece apoiar a ideia de que a porção ocidental – o mapa do litoral das Américas – era feita por pessoas com pouco ou nenhum conhecimento do que era realmente essa costa. A razão para esta conclusão é que a beira-mar da América parece muito distorcida.

A representação foi desenhada usando o método de Projeção Equidistante. Além disso, em vez de usar as marcações padrões de latitude e longitude, mais comuns nos mapas de hoje, utilizou-se o Estilo Portulano, ou seja, desenhando uma série de pontos a partir de linhas que se irradiam para fora. Um dos mecanismos para se desenhar esses mapas foi o sistema Eight Wind.

O sistema Eight Wind.

As razões para tais métodos de desenho têm sido explicadas porque trazem muitos benefícios aos marinheiros. Isso ocorre porque essas linhas parecem corresponder exatamente aos pontos da bússola, que também começaram a surgir na Europa na mesma época. Esse método de desenho também beneficiaria muito o criador de mapas.

Interessante o fato de que os gráficos portulanos surgiram do nada no ano de 1300, sem evidências de uma cronologia de desenvolvimento. Também, ao longo de centenas de anos, até o século XVI, não existiu melhorias nesse sistema. Além disso, todos eles foram retirados da mesma escala. Isso sugere que os mapas não estavam sendo desenvolvidos como resultado de alguma atividade intelectual de pesquisa pelos navegantes. Ademais, a falta de variação na escala pode sugerir que a compreensão desses mapas e os princípios matemáticos por trás deles não eram muito conhecidos.

Charles Hapgood, acadêmico norte-americano, realizou uma análise detalhada deste mapa com alunos do Keene State College e cartógrafos da Força Aérea dos EUA.

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Após a análise, várias observações interessantes foram feitas:

  • O mapa parece composto por pelo menos seis outros gráficos de origens diversas.
  • O mapa fornecia localizações de latitude e longitude notavelmente precisas de características costeiras da África, América do Norte/Sul e uma porção da Antártida.
  • Os mapas de origem utilizam os princípios da geometria plana e a capacidade de explicar a curvatura da superfície da Terra.
  • O conhecimento da longitude sugere um povo ou um tecnologia antiga que não sabemos a origem – isso ocorre porque a capacidade de determinar a longitude com qualquer grau de precisão não foi conhecida antes de 1700.
  • O mapa é baseado em uma Projeção Equidistante a partir do meridiano de Alexandria, no Egito.

Hapgood apresentou várias exposições em seu livro “Maps of the Ancient Sea Kings: Evidence of Advanced Civilization in the Ice Age” para apoiar essas alegações. Ele também demonstrou uma infinidade de evidências empíricas para apoiar seus pontos de vista. Na imagem abaixo, vemos um grande mapa desse livro indicando a localização dos seis gráficos que o formam, recursos comparados com a geografia moderna e etc. Embora o mapeamento preciso da costa das Américas seja impressionante, reparem a parte da Antártida que também é ilustrada!

Para entender o método de projeção, examine o mapa abaixo. Este é uma gráfico de Projeção Equidistante centrado em Memphis, Egito, produzido pela Força Aérea dos EUA. Observe a distorção semelhante da costa das Américas entre Piri Reis e este mapa.

Há uma superimposição do tipo Portulano na Projeção Equidistante. Também abaixo, observe que os números do lado de fora do círculo maior correspondem aos pontos do mapa de Piri Reis.

O grau de precisão contido no mapa de Piri Reis é extraordinário, considerando que o próprio autor deste mapa alegou tê-lo baseado não em suas próprias habilidades de levantamento, mas em mapas antigos anteriores a 1400.

OS MAPAS DA ANTÁRTIDA

Oficialmente a Antártida foi descoberta no início de 1800. Diz-se que sua existência foi teorizada pelos gregos antigos que, ao perceberem a quantidade de terra no hemisfério norte, supunham que essa massa devesse ser equilibrada por outra proporcional no hemisfério sul.

Além disso, o continente da Antártida, de acordo com a ciência moderna, está coberto de gelo há milhões de anos. Isso tornaria impossível para qualquer pessoa, especialmente os antigos, mapear seu litoral.

Infelizmente, para alguns, existem mapas que datam de pelo menos o início dos anos 1500, que não apenas indicam a existência da Antártida, mas também mapeiam sua costa com detalhes surpreendentes.

Um desses mapas é o Oronteus Finaeus, de 1532. A seção deste mapa que indica a Antártida é mostrada abaixo. Lembre-se de que esse método de projeção é diferente daqueles que você está acostumado a ver hoje.

 

Charles Hapgood e sua equipe converteram esse mapa para um método moderno de projeção. Veja os resultados abaixo.

 

 

 

Bem, se a existência da Antártida era apenas teorizada, as pessoas que desenvolviam essas teses também foram capazes de desenhar as características costeiras desse continente hipotético.

Os problemas colocados por esses mapas da Antártida não são triviais:

  • Antes de tudo, demonstra que em algum momento da história da Terra, antes de pelo menos da década de 1500, existia um povo que navegava no mar que podia circunavegar o globo e examinar com precisão suas características.
  • Segundo, levanta a questão de, se a calota de gelo já existe há milhões de anos, como isso foi realizado?
  • Os mapas foram originados antes desse período?
  • O desenvolvimento da calota de gelo poderia ser um evento muito mais recente do que pensamos?

Sobre Charles Hapgood


Referência

Hapgood, Charles Hutchins; Mapas dos antigos reis do mar: evidências de civilização avançada na era do gelo ; 1966; 1997 Paperback Reprint Edition, Adventures Unlimited Press, ISBN 0-932813-42-9

https://www.bibliotecapleyades.net/mapas_pirireis/esp_mapas_pirireis_5.htm

Encarta Encyclopedia: History of Geography & Maps


André de Pierre

Editor da Revista Enigmas, escritor, historiador, pesquisador, explorador e conferencista.

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