MURALHA NO INTERIOR DE GOIÁS REABRE DEBATE SOBRE ESTRUTURAS IGNORADAS NO BRASIL

Na região oeste de Goiás, na Área de Proteção Ambiental da Serra das Galés, próximo ao Parque Estadual de Paraúna, uma estrutura de aproximadamente 15 quilômetros corta o Cerrado em linha contínua e vem chamando atenção pelo tamanho e pela falta de explicação sobre a sua origem. Trata-se de uma construção chamada Muralha de Pedra, localizada em Paraúna.

A edificação, de origem desconhecida, é composta por basalto negro, rochas vulcânicas e, supostamente, fixadas com óleo de baleia.

Muralha de Paraúna, GO.

O mais intrigante é que a própria Prefeitura Municipal desconhece a origem da construção. Segundo o G1, pesquisadores apontam que a muralha pode ter origem em contatos transoceânicos, até mesmo Inca ou Maia.

No Parque Estadual também há formações muito interessantes. Seriam construções em ruínas antediluvianas?

Incríveis formações na Serra das Galés.

TESE ESTAFÚRDIA

Ainda segundo o G1, o geólogo Silas Gonçalves trouxe uma tese inacreditável e esdrúxula: que a muralha é natural e que se originou há 135 milhões de anos.

Ele relatou que a construção “nasceu” naturalmente a partir da suposta divisão de um supercontinente chamado Gondwana.

“Esse evento originou a Província Magmática Paraná, responsável pela emissão de grandes volumes de lava basáltica que recobriram extensas áreas do sul e centro do Brasil”, disse ao G1.

Para Silas, as divisões dos blocos de pedra são ações naturais. Ele afirmou que essas formações são comuns.

UM CASO ISOLADO?

Goiás

No interior de Goiás, no sítio arqueológico de Bisnau, em Formosa (GO), existe um muro de pedra extenso que, supostamente, teria sido construído por escravos, mas não há registros históricos sobre a edificação. O curioso é que, nesse sítio arqueológico, existem inscrições rupestres muito misteriosas.

Fuzileiro Naval Helton Marques na muralha de Bisnau, GO.
Petróglifos em Formosa, Sítio arqueológico de Bisnau, GO.

Piauí

No município de Belém do Piauí, uma cerca de pedra com mais de 3 quilômetros de extensão atravessa a paisagem. Segundo os moradores mais antigos, sua origem remonta ao período da escravidão, com estimativas que variam entre 150 e 200 anos.

Essa estrutura não utiliza cimento, argamassa ou qualquer tipo de ligação moderna. As pedras estão encaixadas manualmente, formando um alinhamento contínuo, com altura média entre 1,20 e 1,30 metro, mantendo estabilidade até hoje.

Um morador relata que seu avô — que hoje teria cerca de 117 anos — afirmava que a estrutura já estava ali, plenamente formada, quando ele ainda era jovem. Ou seja, a datação baseada apenas na tradição oral pode não refletir a verdadeira idade da construção.

Muralha em Belém do Paiuí.

 

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Rondônia

Em Pacaás Novos, uma conta no Instagram, @willyancostada, publicou um vídeo na cachoeira do Jaci. Ela mostra o que ele chama de pirâmide; contudo, parece uma muralha antiga, construída com blocos pesados.

Willyam, na muralha em Paacas Nova, RO.

Ainda no estado de Rondônia, na Serra da Muralha, uma muralha foi construída em um local inusitado, no topo de uma elevação granítica.

Muralha na Serra da Muralha, RO.

Já no município de Costa Marques (RO), uma muralha de 6 metros de altura está dentro da mata, próxima ao Forte Príncipe da Beira. Apesar de uma expedição financiada pelo National Geographic ter concluído se tratar de uma cidade portuguesa perdida, não existe nada que comprove tal alegação.

Editor e autor da matéria, André de Pierre, em uma muralha de 6 metros de altura em Costa Marque/RO.

UM PADRÃO QUE SE REPETE EM TODO O BRASIL

A Muralha de Paraúna, isoladamente, já seria suficiente para levantar questionamentos. No entanto, quando colocada ao lado de outras estruturas semelhantes espalhadas pelo Brasil, o cenário muda completamente.

Não se trata de um caso isolado, mas de um padrão que se repete em diferentes regiões: estruturas extensas, alinhamentos definidos, ausência de registros históricos consistentes e explicações que surgem prontas, muitas vezes sem investigação proporcional.

Natural, escravos, cidade portuguesa. As respostas se repetem. As lacunas também.

Diante disso, a questão deixa de ser apenas a origem de uma única muralha e passa a ser outra, muito mais incômoda: essas estruturas estão sendo realmente investigadas ou apenas rapidamente enquadradas em explicações convenientes?

Porque, no fim, o problema pode não estar nas muralhas, mas na forma como estão sendo interpretadas.

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