Os Gigantes Amigos Dos Incas

O povo andino mais famoso contém tradições que narram a existência de gigantes e um enigmático deus Sol.

Este pequeno artigo não visa trazer uma nova teoria ou algo inquestionável, mas apenas evidenciar uma realidade diante de nossos olhos a fim de encontrar alguma verdade mediante os fatos existentes.

 Senhor do Universo! Criador da Luz! Criador da vida! Moras em alturas inacessíveis para nós. Vivemos nas profundezas, num astro. Somente nosso amor se eleva a Tuas alturas. Aceita esse amor. Somos pequenos, contudo também somos Tuas criaturas! Canção inca

Os incas eram um povo extremamente culto, civilizado, evoluído e rico. Possuíam mapas, conhecimentos astronômicos, medicinais, musicais e etc. Há dois mil anos, por exemplo, eles já dispunham de um calendário composto de figuras de pedra.

Também tinham a sua própria pirâmide. Que segundo Frans Braumann, em seu livro “Sonnenreich des Inca” (O Reino Solar dos Incas), foram utilizados para a construção dessa pirâmide cento e trinta – pasme – milhões de tijolos secos ao sol.

Além disso, possuíam templos construídos de pedras de cinco metros de comprimento por três metros de largura, aproximadamente. Todas cortadas com exatidão e sobrepostas sem deixar lacunas. Tamanha é a precisão dessas construções, que não é possível nem mesmo colocar uma lâmina de faca na junção entre uma pedra e outra.

Mas como seria possível há séculos atrás, a existência de uma civilização tão avançada mesmo vivendo num lugar tão isolado? Ora, a pátria deles situava-se no vale dos Andes, numa altitude de três a quatro mil metros, região obviamente de difícil acesso.

O que a academia científica tem a nos dizer sobre esse assunto? Seria possível que o povo Inca tivesse alguma ajuda para se tornarem civilizados? E se houve essa “ajuda”, quanto tempo durou? Estas são algumas das perguntas ignoradas ao longo dos tempos.

A historiografia oficial normalmente não toca no assunto, e, quando o faz, traz teorias pueris e que não fazem o menor sentido diante da realidade exposta aos nossos olhos. Uma dessas teorias diz que os Incas se utilizaram de pedras para cortar outras pedras. Ora, é absolutamente impossível cortar pedras com tamanha precisão, e pesando toneladas, utilizando como ferramentas outras pedras. Qualquer ser humano sabe disso. Falta muito para essa teoria conseguir ser ridícula. Uma criança de cinco anos teria uma teoria melhor.

Segundo as tradições, os incas se originaram em um país que há muito tempo atrás submergiu no mar. O país por eles chamado “país do Sol” afundou no oceano, contudo somente quando o último membro desse povo havia sido posto em segurança pelos “servos do senhor do Sol”. É notória a semelhança com as histórias lendárias de Atlântida e outras como o Dilúvio Universal. Contudo, quem seriam esses “servos do senhor do Sol”?

“Somos pastores na Terra”, dizia esse povo de si mesmo. “Pastores em nome do deus do Sol, Inti!”.

“Devemos proteger, guiar e ensinar, assim como nós fomos protegidos, guiados e ensinados por poderes superiores…” Ou seja, eles declararam que foram ensinados e protegidos. Mas por quem?

RUÍNAS DA FORTALEZA DE SACSAYHUAMAN 

Sacsayhuaman. Imagem Humberto Landim para Revista Enigmas edição 5.

Segundo os mitos incaicos, seu povo fora ensinado e guiado pelos Gigantes ou “filhos do senhor do Sol”. E, a respeito das magníficas construções, os incas são enfáticos em dizer que não são eles os responsáveis por elas, mas sim que foram construídas por gigantes.

A fortaleza de Sacsayhuaman, que significa “lugar onde o falcão é saciado” ou “Castelo dos Gigantes”, como era chamado pelos incas anteriormente em homenagem aos construtores, não se tem um consenso de quando foi erguida. Uma lenda diz que essa fortaleza foi reconstruída pelos Gigantes a pedido dos Incas para o povo dos Falcões.

Segundo o pesquisador Humberto Landim, na matéria de capa da Revista Enigmas edição 5:

Há um detalhe que não pode deixar de ser frisado. O colonizador espanhol, Francisco Pizarro, assim que logrou êxito em dominar a região e subjugar o Império Inca, no século XV, indagou aos nativos quem teria construído Sacsayhuamán e qual seria sua função, ocasião em que obteve a resposta de que os incas apenas se apossaram daquela fortaleza, abandonada há milênios, o que torna o mistério completamente ininteligível.

E continua em outro trecho, “A este propósito, existe uma lenda inca que conta a história de que tudo foi construído por uma sociedade primitiva, que utilizava um instrumento chamado “cunha dourada” para amolecer as pedras, tendo sido seus habitantes levados aos céus pelo deus Viracocha, um ser muito alto, de pele e barba branca, características estas completamente diferentes da população nativa que, por sua vez, possui estatura baixa, pele morena e rosto sem pelos. Há também outra lenda inca contando a história de que as ruínas foram erguidas por um “pássaro”, que trazia em seu bico uma substância capaz de derreter as imensas pedras”.

OS GIGANTES 

Parece que esses gigantes – ou o que restou deles – viviam próximos aos Incas. Mas não em contato direto. Lendas contam que o chefe dos gigantes se chamava Thaitani. O signo desse grupo titã era uma linha em ziguezague. Curiosamente, o desenho desse símbolo lembra uma pirâmide. E, em várias culturas ao redor do mundo, emblemas como pirâmide, círculos, pentagramas entre outros são usados até hoje, como forma de favorecer o contato com seres de um outro plano.

Ao que tudo indica, eram pacíficos – pelo menos os do Império Inca – e há quem diga que eles não apenas ergueram construções de pedra, mas também foram os responsáveis pela criação do próprio império Inca.

De modo geral, poucas pessoas ou somente os sacerdotes incas tinham contato com esses seres, e, segundo relatos, eles falavam o quéchua.

Quando os gigantes se propunham a construir algo, não era permitido aos humanos acompanhar o trabalho deles. Uma vez que se utilizavam de uma energia misteriosa para construir os templos que poderia causar danos mortais aos homens, segundo as lendas.

Onde os gigantes trabalhavam formava-se um campo de tensão magnética – aparentemente uma esfera de energia –  que poucas pessoas eram capazes de suportar.

Ademais, há uma cabeça coroada – duas vezes maior do que a de um humano comum – provavelmente pertencente a um monarca Inca, exposta no museu privado em Oro del Peru. Além disso, no mesmo museu, encontra-se uma outra múmia – com características diferentes – o que traz a hipótese de uma mutação genética. Supõe-se que a datação dessa cabeça seja do ano 1000 d.C., o que coincidiria com o relato dos incas.

Cabeça mumificada gigante de um rei inca. Observe o tamanho da cabeça em relação ao indivíduo à direita.
Foto Glenn Kimball, PHD.

Sobre isso, André de Pierre escreveu em seu livro “Enigmas: a história secreta da humanidade”:

A túnica de ouro que estava pendurada na parede, utilizada por um dos monarcas, era feita de fios de ouro e tinha mais de 2,50 metros de altura. A ombreira de ouro é quase duas vezes maior que as usadas por jogadores profissionais de futebol americano.

Segunda cabeça mumificada de um homem gigante ricamente decorado com touca de ouro e cobertura corporal. Direita: Vista interior do museu privado revelando um arranjo de artefatos de ouro. Fotos de Glenn Kimball, PHD.

CONCLUSÕES

Parece que não há muito interesse da academia em buscar verdades esquecidas, mas ainda muito lembradas na sabedoria oral dos povos andinos e nas provas arqueológicas.

Não é possível, por exemplo, classificar provas ou achados arqueológicos como sendo fruto de “teoria da conspiração”. Essas evidências, como as próprias construções absolutamente anacrônicas, revelam que algo grandioso e misterioso aconteceu no passado.

Para entender isto, é necessário especular e criar teorias baseadas nos achados arqueológicos e relatos. E o silêncio da academia científica, talvez, seja mais um indício de que há ou houve uma raça evoluída ou algum evento que chamamos hoje de sobrenatural.

Lembremos da máxima que aquilo que não é repetido também não é lembrando, porém, não devemos esquecer que isto não significa que não exista.

Os achados corroboram com as lendas, mitos e a sabedoria oral repassada de geração em geração através dos povos em todo o mundo. Isso sugere a hipótese de que os termos “anjos”, “demônios”, “extraterrestres”, “gigantes”, podem ser, na verdade, figuras de linguagem para se referir aos mesmos seres.

E isso não tem a ver com fé. São fatos de nossa realidade e que estão à disposição de todos bem diante de nossos olhos.


Referências

Braumann, F.: Sonnenreich des Inca, 1969

Sass, R. V.: Verdade Sobre Os Incas, Roselis Von Sass, 2013

https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historia-america/fortalezas-incas.htm

Pierre, A.: Enigmas, a história secreta da humanidade, 2015

Landim, H.Revista Enigmas Edição 5, artigo Misteriosas e Enigmáticas Ruínas Peruanas


Agradecimentos:

André de Pierre (colaborador e revisor)

Marcelo Nascimento

Pesquisador apaixonado pelos mistérios da humanidade.

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