A Guerra Contra a História

A disputa por território no Oriente Médio já destruiu sítios arqueológicos de grande importância para a história da humanidade.

O Estado Islâmico vem sistematicamente destruindo comunidades, culturas e história em sua insana guerra sob a falsa bandeira da liberdade e independência do povo curdo. O conflito motivado pela ânsia por dominação territorial fez sua mais recente vítima em janeiro deste ano: um templo de mais de 3 mil anos. Em bombardeio aéreo turco realizado no norte da Síria, o sítio arqueológico onde se localiza o templo de Ain Dara teve devastação estimada em 60% das suas construções e monumentos.

O sítio, que ficou famoso por seus leões em basalto e afrescos esculpidos em pedra, foi descoberto em 1982 e possui uma área em torno de 50 hectares. Localizado na região de Afrin, ao norte da Síria, guardava 3 mil anos de história da civilização que viveu naquela parte do planeta durante a chamada “Era Arameia” (1.300 a 1.700 anos a.C.). O templo de Ain Dara é considerado o edifício mais importante construído pelos arameus na Síria. Essa civilização, denominada sírio-hitita, fizera parte de um império na região do Oriente Médio contemporâneo ao Reino da Babilônia. As esculturas do templo eram possivelmente dedicadas aos deuses da Mesopotâmia: Ishtar (deusa do amor e da felicidade), Astarte (deusa que representa a divindade feminina), ou Hadad (deus da chuva).

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Luiz Fernando Marques Sanches é universalista, umbandista, pesquisador da multiplicidade da vida no cosmos e profissional em Comunicação e Marketing. Integrante do grupo Aliança do Amanhecer.