10 Tesouros Espetaculares Que Nunca Foram Encontrados

Nada é tão emocionante como as histórias de tesouros perdidos e as riquezas ocultas do mundo que estão nas fronteiras lendárias. Hoje trazemos 10 histórias emocionantes dos maiores tesouros do mundo que nunca foram encontrados.

O OURO DE YAMASHITA

A guerra e o roubo andam juntos. São duas faces da mesma moeda. E a Segunda Guerra Mundial não foi uma exceção a essa regra. No Pacífico, o mais poderoso dos hostis asiáticos, o Império do Japão, levou a prática um roubo organizado e confidencial de seus rivais conquistados.

De todos os países asiáticos ocupados, e havia mais de 10 deles, os funcionários cumpriram as ordens do imperador Hirohito e seu irmão, o príncipe Chichibu, saqueando grandes quantidades de barras de ouro, tesouros, joias e outras riquezas. Essa foi uma tentativa de assegurar fundos para a guerra em curso ou posteriormente.

Partes desse ouro chegaram ao Japão, embora, a maior delas, só chegou até Filipinas, devido aos bloqueios dos Estados Unidos durante a guerra. E assim foi, nas etapas finais da Segunda Guerra Mundial vários dos príncipes do Japão e seu melhor general, Tomoyuki Yamashita, supervisionaram uma tentativa frenética de ocultar tesouros nas colinas e túneis subterrâneos das ilhas das Filipinas, eles criaram, nada mais nada menos, que 175 cofres ocultos.

Também se diz que os engenheiros que lideraram as construções se suicidaram dentro dos túneis, o chamado seppuku, para preservar o segredo. Estes tesouros são considerados perdidos, contudo muitas fontes afirmam que se de fato foram parcialmente recuperados pelas forças estadunidenses ao final da guerra, e que essas enormes quantidades de dinheiro foram utilizadas para financiar muitas das operações secretas estadunidense da Guerra Fria.

A ESPADA DE MUSSOLINI

Uma das histórias mais interessantes histórias está relacionada com um artefato famoso da Segunda Guerra Mundial. O famoso Duque II, Benito Mussolini, estava mirando cada mais seu olhar para o norte da África e Líbia, sendo esta uma localização estratégica por muitas razões.

Para se ganhar com êxito o amor e a aceitação da população local, depois da criação da Líbia italiana em 1934, Mussolini escolheu um método ligeiramente controvertido: comemorou com a população muçulmana.

Encorajou o Islã, restaurou mesquitas e escolas religiosas, e finalmente se proclamou Protetor do Islã (Protettore dell’Islam) em 1937. Esta “campanha” para agradar por completo os líbios foi coroada com uma elaborada cerimônia no deserto.

Aqui, saudado pelo líder dos bereberés, Yusuf Kerirch, Mussolini recebeu o título oficial de Protetor do Islã, e uma espada elaborada e rica que se chamava a Espada do Islã. A espada estava esquisitamente decorada em um estilo arabesco com muitos acabamentos de ouro maciço, foi encomendada pelo próprio Mussolini, sendo fabricada pela empresa Picchiani e Barbacchi em Florença, Itália. Seu custo foi de 200.000 libras italianas.

Depois da cerimônia, esta espada se manteve exibida na casa de verão de Mussolini: “Rocca dele Caminate”. Esteve ali até 25 de julho de 1943, quando a casa de verão, uma fortaleza real, foi assaltada pelos comunistas e saqueada por completo. A partir desse dia, se desconhece o paradeiro dessa rica espada magistral. Onde se encontra a Espada do Islã?

OS MISTÉRIOS DE “OAK ISLAND”

Oak Island é uma pequena ilha privada que se encontra na frente da costa da Nova Escócia no Canadá. Seria aparentemente irrelevante, se não fosse pelas inúmeras lendas urbanas relacionadas a ela. As histórias de Oak Island se concentram em um tesouro enterrado com as primeiras narrativas datando de 1799.

Nesse ano, um fazendeiro afirmou ter descoberto no solo um local que se relaciona com a história do famoso capitão “pirata” William Kidd. Dizia-se que Kidd enterrou dois milhões de libras em Oak Island. O fazendeiro e seus associados descobriram destroços curiosos enquanto cavavam: a cada 10 pés (3 metros) defrontavam-se com plataformas de carvalho.

Depois de alcançar a profundidade de 30 pés (9 metros), os homens aparentemente abandonaram sua escavação. A localização exata desse poço é desconhecida hoje. Nas décadas seguintes, a propriedade parcial da ilha passou de mão a mão, após, muitas pessoas e empresas tentaram escavar o tesouro.

Inúmeros poços foram perfurados na área. Muitos idealizaram mapas e propuseram teorias, contudo, por desgraça, não se descobriu nenhum tesouro (aparentemente). Foram apresentadas muitas afirmações: o tesouro foi depositado pelos templários, os franceses ou os britânicos, pelos vikings, os coptas ou os maçons. Nada comprovado…

Um feito interessante é que a princípios de 1900, o jovem Franklin Delano Roosevelt esteve envolvido nas escavações em Oak Island, antes de se tornar o 32º Presidente dos Estados Unidos. Uma coincidência? Os mistérios permanecem em abundância em Oak Island.

O HOMEM DE PEQUIM

Um mistério peculiar ainda não revelado até o dia de hoje se relaciona com os restos do chamado Homo erectus pequineses: um conjunto de restos de fósseis de crânios de um homem primitivo de 500.000 anos. Descobrimento revolucionário para a época, os restos ofereceram uma nova visão da história do homem arcaico.

Contudo, o mistério começa com o início da Segunda Guerra Mundial, quando em 1941, pois esses fosseis foram confiscados pelas forças estadunidenses, com a intenção de enviá-los ao Museu de História Natural de Nova York. Mas, a partir desse momento, todo rastro deles sumiram.

Alguns afirmam que o barco, o transatlântico japonês Awa Maru, que transportava os esqueletos, afundou na rota ao ser torpedeado. Alguns inclusive afirmam que os ossos foram moídos para utilização na medicina chinesa. Algo curioso ocorreu em 1972, quando se ofereceu uma recompensa de 5.000,00 pelos restos: uma mulher entrou em contato dizendo que queria a soma de 5.000.000,00. Ela rapidamente desapareceu. Ainda assim, se a desaparição foi intencional ou não, a curiosa história do Homem de Pequim segue sem se resolver: um tesouro natural perdido para todo o sempre?

A SALA ÂMBAR

Criada por habilidosos artesãos alemães no começo do século XVIII na Prússia, a Sala Âmbar era uma câmara real, feita de painéis de âmbar e completamente decorada com ouro. A câmara foi um presente feito em 1716 a mando doo rei de Prússia, Friedrich Wilhelm, por seu aliado, o czar Pedro, o Grande.

Os russos também o chamaram a Sala de Âmbar, “Янтарная комната”, e a instalaram na residência de verão do czar, no Palácio de Catalina, perto de São Petersburgo. Quando os nazistas invadiram a Rússia na Segunda Guerra Mundial, o Grupo do Exército Norte finalmente se concentrou em eliminar os preciosos tesouros da cidade a mando de Wilhelm Ritter Von Leeb.

Sob supervisão, os alemães desmontaram a câmara em solo durante 36 horas e a transportaram a Köningsberg (hoje Kalingrado). Permaneceu ali até 1945, porém, depois dessa época, desapareceu completamente e nunca foi encontrada novamente.

Os Aliados bombardearam com fogo a Köningsberg pulverizando esta obra de arte até o esquecimento ou os nazistas a esconderam? Segue o enigma.

O CAIXÃO REAL POLONÊS

Quando soldados observam um grande tesouro no campo de batalha, a tentação de saquear é excessivamente grande. Essa é a história do Szkatula Królewska, O Caixão Real Polonês. Este caixão foi criado em 1800 por uma proeminente nobre polonês, Izabela Czartoryska, e foi feito para abrigar as 73 relíquias inestimáveis da realeza polonesa através dos séculos.

Depois da sua criação, se alojou no museu real no Templo da Sibila, e mais tarde em Cracóvia. Quando a Segunda Guerra Mundial chegou na Polônia, o cofre real foi transportado para a cidade de Sieniawa, ao Museu da Família Czartorsky, onde estava escondido. Lamentavelmente, quando os soldados alemães da Wehrmach entraram na área em 1939, um trabalhador alemão do museu contou a localização dos tesouros que foi saqueado rapidamente.

Alguns dos artigos deste precioso depósito eram os relógios de ouro de Stanislaw Leszczynski, uma preciosa cruz de jaspe vermelho e dourado do rei Segismundo I da Polônia, um relógio de ouro da rainha Maria Casimire Louise de la Grande d’Arquien, um rosário de prata maciço da rainha Maria Karolina Zofia Felicja Leszczynka e muitas outras relíquias incalculáveis da história polonesa. Onde estão agora é um mistério.

COLAR PATIALA

Maharaja Sir Bhupinder Singh, o governante do estado esplêndido de Patiala, recebeu um colar confeccionado pelo famoso Cartier da França. Esse colar confeccionado em Paris, 1928, era uma exibição de riqueza do marajá. Essa peça de joia continha um número colossal de 2.930 diamantes e muitos preciosos rubis birmanos.

Sua coroa era cravejada com “De Beers”, naquela época o sétimo maior diamante do planeta, com um peso de 234 quilates. Bhupinder morreu em 1938 e, como era de se esperar, o colar de luxo desapareceu pouco depois, em 1948.

Não se sabia nada de seu paradeiro, até que o diamante “De Beers” reapareceu em um leilão de Sotheby’s, em Genebra. Algumas partes do colar também foram descobertas em 1998 em uma joalheria de segunda mão em Londres. Mas o resto dos diamantes, incluídos os rubis, seguem perdidos.

CANDELABRO JUDEU DO SEGUNDO TEMPLO

Um dos mistérios mais antigos se remonta ao século II d. C. e se concentra em um candelabro judeu de luxo que se encontrava no Segundo Templo de Jerusalém. Depois da conquista romana de Jerusalém no ano de 70 d.C. este precioso objeto foi levado como troféu de volta a Roma, onde foi exibido no Templo da Paz (Foro de Vespasiano).

Depois disso, o destino do candelabro segue sendo desconhecido. Algumas fontes afirmam que o tesouro foi saqueado pelos vândalos depois do saque de Roma em 455 d.C. e posteriormente foi levado a Cartago. De qualquer maneira, este antigo tesouro segue sendo um dos mistérios sem resolução, encoberto pelos séculos que se passaram.

OS JUSTOS JUÍZES DESAPARECERAM

Um quadro de Jan Van Eyck é uma obra mestre de arte europeia, localizada na Catedral de São Bavo, em Gante, Bélgica. Mede 11 x 15 pés (3.4 x 4.6 metros) e foi criado em 1432. Mas,  onde estariam os painéis originais?

Os justos juízes, nome da obra, foi roubado da catedral em 1934. Um dos roubos mais misteriosos da história que segue sem solução. O ladrão retirou o painel na noite, deixando uma nota misteriosa em seu lugar: “Tomado da Alemanha pelo Tratado de Versalhes”.

Isso se refere ao fato de que o painel foi tomado da Alemanha na Primeira Guerra Mundial. Nos dias posteriores ao roubo, o ladrão trocou algumas cartas com a lei, porém nunca chegou a um acordo.

Nesse mesmo ano, Arsene Goedertier, em seu leito de morte, afirmou que era o ladrão e que o painel, “descansa em um local onde ninguém poderá tirá-lo sem chamar a atenção do público”. Esta preciosa obra de arte nunca foi recuperada e até hoje permanece desaparecida. O caso continua com a polícia local.

CRUZ DE TURKER

Em 1955, um explorador marinho e caçador de tesouros, Teddy Turker, trombou com uma cruz de ouro em suas buscas em Bermudas. Ao princípio, distraído, Turker ficou sabendo que a cruz de ouro maciço de 22 quilates com esmeraldas era o objeto mais valioso que se tinha recuperado de um naufrágio, e que possivelmente eram os restos do galeão espanhol São Pedro que afundou em 1594. Também descobriu muitos, muitos outros objetos de valor no mesmo sítio.

A cruz de ouro ficou hospedada no Museu do Aquário, em Bermudas. Mas, em 1975, descobriu-se que ela foi roubada. Turker entrou no museu e notou que o ladrão recolocou cuidadosamente uma réplicaa na vitrine. Em um giro de eventos, ao estilo de James Bond, este elemento extremamente precioso desapareceu sem deixar rastro.


Referências

Traduzido de Ancient Origins: https://www.ancient-origins.net/unexplained-phenomena/treasure-0012838?fbclid=IwAR2QlnYL5bjwlNRoqIDjwC1HJHrfgtkJLH4XEOTx-T6-nrVeFAJJ73gfvMg

Rafael Barros

Bacharel em Ciências da Computação e pesquisador da Teoria dos Antigos Astronautas.

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