A Misteriosa Tribo Dogon, O Povo Das Estrelas

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No início do século XX, foi descoberta uma misteriosa tribo radicada em uma remota região desértica, no interior da África Ocidental, situada próximo à Tinbuktu, no Máli, mais precisamente na Falésia de Bandiagara, local onde há uma falha geológica de aproximadamente 200 km de extensão, localizada entre o rio Níger e a savana.

As altas paredes das rochas, aliadas à precariedade e aridez do lugar, contribuiu para que os habitantes da tribo permanecessem isolados durante milênios, mantendo intocáveis sua cultura e costumes até o século XX.

Seus habitantes vivem em um território bastante hostil e árido, com chuvas anuais de apenas 40 milímetros e temperatura de até 60 graus centígrados e seu modo de vida é considerado primitivo para os padrões modernos. Apesar de todas as adversidades impostas pelo meio ambiente, este povo conseguiu sobreviver através da caça e do cultivo de milho, pequenos grãos, cebolas, amendoim, algodão e fumo. Suas casas são construídas com uma mistura de argila, palha e esterco bovino e sua estrutura social é composta basicamente de camponeses, caçadores, artesãos, feiticeiros e sacerdotes, estes últimos detentores de posição hierárquica mais elevada na tribo.

Este povo se autodenomina Dogon e, atualmente, são conhecidos como “Povo das Estrelas”, apelido este devido aos profundos conhecimentos astronômicos e relatos com seres de outros planetas.

O que será tratado a seguir é algo tão espantoso que a historiografia ortodoxa jamais foi capaz de explicar. Para aqueles que estudam, a fundo, os enigmas da humanidade, a Tribo Dogon, sem sombra de dúvidas, é considerada com um dos mais fortes pilares da teoria dos Antigos Astronautas, defendida por Erich von Däniken.

No ano de 1931, o antropólogo francês Marcel Griaule e sua equipe fizeram os primeiros contatos com o povo Dogon. No início, Griaule teve muita dificuldade na aproximação desta tribo, haja vista que o homem branco europeu era considerado uma ameaça à segurança de seus membros, porém, aos poucos, este antropólogo foi convivendo e ganhando a confiança dos dogons, em especial, de seus sacerdotes.

Apenas no final da década de trinta, após anos de trabalho de campo, sacerdotes dogons concordaram em revelar parte de suas tradições secretas e mitos a Marcel. A partir daí, o que se desacortinou a respeito deste povo é algo extremamente assombroso e deixa qualquer entusiasta na Teoria dos Antigos Astronautas perplexo. Mesmo aqueles que não acreditam em eventual contato entre humanos com povos de outros planetas ficaram sem reação diante das informações trazidas à tona por esta tribo tão primitiva.

O Misterioso Conhecimento Astronômico dos Dogons

Praticamente analfabetos, isolados em um inóspito território da África Subtropical, sem nunca terem contato com telescópios e qualquer instrumento óptico, os Dogon reportaram a Marcel Griaule conhecimentos muito precisos a respeito do Universo, em especial, do Sistema Estrelar de Sirius, localizada na constelação de Canis Major (Cão Maior), aproximadamente 8,57 anos-luz de distância da Terra e, por óbvio, longe demais para ser observada a olho nu.

Segundo seus sacerdotes, a estrela Sirius A (denominada de Sigu Tolo) possui uma companheira anã, invisível a olho nu, chamada de Po Tolo. Relataram também detalhes exatos a respeito da órbita, rotação, densidade, massa e características astronômicas dessas estrelas.

De início, Marcel Griaule, apesar de intrigado com o que acabara de ouvir, não deu muito crédito aos dizeres dos sacerdotes dogons e prosseguiu seus estudos acreditando serem tais relatos apenas parte do folclore e crenças dessa tribo primitiva. Inclusive, chegou a publicar despretensioso artigo em um pequeno jornaleco de antropologia da época.

Em seu regresso à França, Marcel resolveu pesquisar a respeito do Sistema Estrelar de Sirius e tudo o que havia ouvido dos sacerdotes. Os resultados de seus estudos o confundiram definitivamente.

Após leitura especializada, Griaule percebeu que, desde 1844, astrônomos já suspeitavam que Sirius A possuía uma estrela em sua companhia, uma vez que sua trajetória oscilava. Descobriu ainda que 1862, Alvan Clark, por meio de intrincados cálculos matemáticos e observação espacial, concluiu pela existência de uma segunda estrela, o que tornaria Sirius um sistema binário estelar.

Tais descobertas deixaram Marcel Graule atordoado. Ele sabia da impossibilidade de observação, a olho nu, de Sirius B, não apenas em virtude de seu pequeno tamanho, mas também pela grande distância e intenso brilho de Sirius A, que ofusca sua companheira anã e impede sua visualização. Como seria possível os dogons saberem da existência desta estrela?

O impacto foi tão grande, que em 1946, Griaule retornou à África, desta vez, em companhia da etnóloga Germanie Dieterlen e, após 4 anos de pesquisas de campo junto aos Dogons, publicaram a obra “Un système soudanais de Sírius” (Paris, 1951), desnorteando a comunidade internacional.

Importante lembrar que, apenas no ano de 1970, os astrônomos conseguiram, por meio de potentes telescópios, fotografar Sirius B, ocasião em que humanidade se viu obrigada a se curvar diante dos Dogons e reconhecer a veracidade de informações prestadas pelos seus sacerdotes.

Note-se que a cultura Dogon remonta há mais de 5 mil anos e todo seu conhecimento foi repassado oralmente de gerações em gerações, o que torna muito difícil compreender como um povo tão primitivo poderia saber acerca da existência da Sirius B há muitas centenas ou, quiçá, milhares de anos antes dos telescópios serem inventados.

Mas a bizarrice não pára por aí.

Os estudos de Griaule e Germanie trouxeram ao mundo informações ainda mais complexas. Os Dogons não apenas sabiam da existência de Sirius B como também tinham ciência de que esta estrela demora 50 anos para completar uma órbita em volta de Sirius A. Nossa astronomia moderna, após mais de meio século de pesquisas e uso de telescópios avançadíssimos, chegaram à conclusão que seu período orbital é de 50,4 anos.

E o mais intrigante. Os sacerdotes sabiam que Po Tolo (Sirius B), apesar de muito pequena, possui uma enorme densidade, atribuindo o imenso peso da estrela à presença de um metal extremamente duro denominado Sagala, inexistente na Terra.

De fato, astrônomos e cientistas modernos recentemente chegaram a esta mesma conclusão: a estrela Sirius B é uma supermassiva, estimando-se que sua massa é 36 mil vezes mais pesada que o Sol e 50 mil vezes mais densa do que a da água. Apesar de seu diâmetro ser de 39 mil quilômetros, Sirius B possui a mesma quantidade de matéria que uma estrela normal com um diâmetro de cerca de 1,3 milhão de quilômetros.

Ponto para os Dogons!

Ademais, os membros desta tribo relatam ainda sobre a existência de um terceiro astro do sistema estelar de Sirius, chamado de Emme YA – atualmente denominada de Sirius C – dizendo se tratar de uma estrela pequena com apenas um planeta em sua órbita.

Se já era inimaginável os Dogon conhecerem Sirius B, ainda mais impossível seria saber da existência de Sirius C, diante de seu diminuto tamanho. Entretanto, em 1995, os astrônomos franceses Daniel Benest e J. L. Duvent, após anos de pesquisas, publicaram os resultados de seus estudos no jornal “Astronomy and Astrophysics” confirmando a existência de uma pequena estrela anã vermelha existente no sistema da estrela Sirius, nominando-a de Sirius C.

Mais uma vez, a comunidade científica percebera que os Dogon estavam terrivelmente corretos.

E mais, os conhecimentos dos Dogon não se limitam a respeito do sistema Triplo de Sirius. Os sacerdotes ensinavam acerca das principais estrelas e luas do Sistema Solar.
Sem jamais terem acesso a instrumentos ópticos, relataram a existência de quatro luas em Júpiter, sendo que, hoje em dia, sabe-se que Júpiter possui diversas luas, porém as maiores são, de fato, quatro, quais sejam; Io, Calixto, Ganimedes e Europa.
Além disso, conheciam a existência dos anéis de Saturno e sabiam que os planetas orbitam o Sol, afirmando, com exatidão, que o cosmos se movimenta em forma espiral, assim como a Via Láctea.

Afirmam também acerca de outros mundos habitados no universo e da existência de milhões de outros sistemas solares. Dizem que Vênus, no início dos tempos era vermelho e descrevem, com exatidão o tempo de rotação e translação da Terra. Além disso, sabiam que o Sol está se consumindo aos poucos e que a Lua é um corpo celeste sem vida.

Curioso notar que os Dogon, desde tempos imemoriais, sabiam da função do oxigênio no sangue humano, demonstrando-se conhecedores inclusive sobre a circulação sanguínea, fenômeno este descoberto apenas no começo do século 17 por William Harvey.

Da origem dos conhecimentos astronômicos dos Dogons

A cultura da tribo Dogon se estende há mais de 5 mil anos e suas lendas antigas, passadas de geração em geração pela forma oral, descrevem a vinda à Terra, na antiguidade, de uma raça de seres denominados Nommos, de origem extraterrestre, que chegaram a nosso planeta utilizando-se de uma embarcação “acompanhada de fogo e trovão”, ocasião em que trouxeram ensinamentos à humanidade.

Segundo a lenda, estes seres Nommos relataram aos antigos sacerdotes Dogons terem vindo de um distante planeta que órbita uma das estrelas no Sistema Sirius, contando-lhes detalhes de seu local de origem, o que, em tese, explicaria os profundos conhecimentos astronômicos desta tribo.

Interessante notar que, a cada 50 anos, os Dogons celebram, com danças típicas e uso de fantasias, a passagem do ciclo de Sirius. Este seria o tempo que Sirius B demora para completar uma órbita ao redor de sua companheira maior Sirius A – sendo que os modernos astrônomos calcularam que tal período é de 50,4 anos. Tal tradição é mantida por milênios em honra aos Nommos, considerados deuses para os Dogons e comumente são venerados como “Mestres das Águas”, “Vigias” ou “Salvadores”.

O vídeo abaixo demonstra um pouco das cerimônias realizadas, a cada 50 anos, em homenagem aos Nommos.

De fato, a história desta tribo é extremamente perturbadora para a historiografia moderna, contudo os contos dogons são similares a muitas outras lendas contadas mundialmente e todas elas partilham de um idêntico aspecto: seres vindos “dos céus” visitando nosso planeta, oferecendo-nos ajuda e conhecimento e sendo reverenciados como deuses após as suas partidas.

Encontramos descrição similar na cultura suméria cujo povo adorava e cultuava seres vindo do espaço, os denominados Anunnakis.

Podemos citar também a cultura egípcia, seus deuses e suas diretas correlações com as estrelas (Ámon, Mut, Osiris, Seth, Isis, Hórus, Anúbis , Rá, Thoth, dentre outros). Note-se a estreita ligação de Sirius com Isis, deusa mãe da mitologia egípcia que é o aspecto feminino da trindade formada por ela, Osíris e Horus o filho. A este respeito, remetemos o leitor à obra do renomado escritor Robert Temple denominada O Mistério de Sírius.

De igual forma, na cultura inca, temos os deuses Inti, Mama Quilla e Viracocha, sendo que este último, segundo a lenda, voava em um colibri com asas de ouro – chamado de Quri qinqi -, algo que poderia sugerir a descrição de uma nave, dada a falta de palavras, na época, para definir tudo aquilo que voa.

Os deuses hindus Krishna, Vishnu, Shiva Nataraja, Ganesha, Rama, também eram retratados como seres vindos dos céus, muitos deles voavam em naves artificiais denominadas Vimanas.

Sem querer polemizar, mas não se pode deixar de frisar que a própria bíblica cristã traz a ideia de que Jesus foi enviado do céu, por Deus, à Terra, para trazer novos conhecimentos e salvar a humanidade.

O certo é que, com o advento da internet e a difusão massiva do conhecimento, a humanidade passou a ter acesso a informações que, outrora, seria inimaginável. Muitos mitos e crenças arraigadas há milênios começam a cair por terra ao passo que toda uma gama de informações científicas, históricas, arqueológicas, astronômicas, culturais e geográficas estão vindo à toma em uma velocidade espantosa, por meio de um simples clique no mouse do computador.

Felizmente, hoje em dia, é possível a construção de um conhecimento mais amplo e abrangente a respeito da realidade que nos cerca bem como a análise crítica de dogmas que nos foram impostos por aqueles que, durante milênios, detiveram o conhecimento em mãos.

Não é mais possível aceitar cegamente antigas verdades como absolutas. Um exemplo disso é a tribo Dogon que, diante de toda sua simplicidade cultural, causou um verdadeiro colapso na comunidade científica, inclusive dentre aqueles mais céticos.

O fato de uma tribo africana primitiva possuir conhecimentos tão avançados acerca o universo é um mistério que, talvez, possa ser facilmente explicado, caso sejamos capazes de expandir nossas consciências e compreendermos que suas histórias, talvez, não sejam apenas lendas ou folclores locais, mas sim um espelho de eventos reais.


Referências:

http://www.decifrandoastronomia.com.br/2017/04/sirius-ab-capitulo-12-da-serie-estrelas.html

http://www.astrosurf.com/luxorion/dogons-astronomie2.htm

contioutra.com/a-tribo-africana-dogon-e-sua-inexplicavel-relacao-com-as-estrelas/

http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2010/05/os-dogons-e-estrela-sirius.html

https://anovamente.files.wordpress.com/2016/09/o-misterio-de-sirius-robert-temple.pdf?fbclid=IwAR1Fqm1YGOMTyAyKAfNh52fB_AUatPZSvmBWd3MDhVufyrKJnA0_bIPUa-4

Analista Criminal do Ministério Público de Minas Gerais e pesquisador da Teoria do Paleocontato, Civilizações antigas, Arqueologia Proibida e Tecnologia Ancestral.

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