A misteriosa e magnífica Ilha de Páscoa

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DESCOBERTA DA REGIÃO

A Região Polinésia já teria sido visitada no passado. Há cerca de 3.200 anos, os asiáticos já faziam explorações marítimas. Alguns pesquisadores acreditam que a colonização começou há muito mais tempo, por volta do ano de 8.000 A.C.. Eles teriam se utilizado de catamarãs e partido da Indonésia. Supõe-se de que eles teriam vindo do arquipélago de Bismark e que seriam agricultores e navegadores que utilizaram canoas para enfrentar o mar aberto, chegando às ilhas Fiji (Polinésia Ocidental), Samoa e Tonga.

Alguns pesquisadores consideram que há fortes indícios de que estas ilhas teriam sido descobertas por viajantes que, mesmo com grande planejamento, decidiram navegar rumo ao desconhecido. Outros estudiosos dizem apenas que as ilhas polinésias foram descobertas por acaso. Os colonizadores da Ilha de Páscoa teriam partido das ilhas de Mangareva, Pitcairn e Henderson em uma viagem de aproximadamente dezessete dias levando várias espécies de fauna e flora. Entre elas, bananas, porcos, cães e galinhas.

Por meio de algumas publicações, deduz-se que a colonização teria ocorrido entre os anos de 300 e 400 D.C. Porém, estudiosos sobre a região contestam esta data por considerarem suas metodologias de cálculo precárias. As questionam quando aplicadas ao idioma da Ilha de Páscoa, que teria tido contato de informantes taitianos e marquesanos.

Entre os anos 600 e 800, as demais ilhas da Polinésia Oriental teriam sido colonizadas. Provas advindas da utilização da datação de carbono feita pelo E.M.A. (Espectrometria de Massa com Acelerador) teriam confirmado a presença humana na praia de Anakena pouco antes dos anos 900. Nesse local,os humanos se alimentariam de golfinhos cujos ossos foram utilizados neste exame de datação.

Por volta de 1200 D.C., os polinésios teriam expandido suas rotas até a Nova Zelândia, completando a ocupação das demais ilhas do Pacífico onde os humanos poderiam habitar.

SOBREVIVÊNCIA DIFÍCIL

A geografia da região é difícil de ser habitada por humanos por conta das consequências das erupções vulcânicas. Para os padrões Polinésios, a ilha também é muito fria. A flora local sofre bastante em consequência da temperatura. Como exemplo, os cocos não se desenvolvem bem por lá e a fruta-pão que teria sido recentemente introduzida na região juntamente com os cocos cai do pé antes do tempo por causa dos fortes ventos. O oceano é excessivamente frio, não permitindo a formação de recifes de corais, o que prejudica a aproximação de peixes e moluscos. Estima-se que a quantidade de espécies de peixes por lá é de apenas 127.

As chuvas também são muito abundantes. As águas pluviais são absorvidas rapidamente pelo solo poroso da Ilha, o que limita a quantidade de água potável. Para adquirem água para beber, cozinhar e cultivar, os nativos precisam empreender muito esforço.

VESTÍGIOS DE ANTIGOS HABITANTES

Próximo à cratera de Rano Kau há pedras com desenhos de homens com cabeças de pássaro. Ao que se sabe, havia um ritual em que os nativos pulavam destas pedras em direção às três ilhas próximas, de onde pegariam ovos do ninho de um pássaro migratório. Aquele que voltasse primeiro com um destes ovos receberia o título de homem-pássaro e governaria a ilha por um ano.

Há também um local onde existem restos de um porto feito de pedra de onde se lançavam canoas e catamarãs ao mar. Ainda, casas pequenas de pedra seriam a principal moradia para os nativos dentro de cavernas próximas, comuns na ilha. Durante o evento dos homens-pássaros, essas cavernas também serviriam de abrigo para as famílias que acompanhavam os participantes.
Nos anos 60, foi restaurado um altar de moais que fica de frente para o mar. Esse altar chama-se Ahu Akivi. Nas encostas da cratera de Rano Raraku, ainda podem ser vistos cerca de 300 moais esculpidos. Muitos deles ainda estão incompletos ou encravados nas pedras.

O altar de moais de nome Ahu Nau Nau mostra algumas estátuas muito bem conservadas com detalhes definidos de traços faciais, braços, mãos e abdômen. O altar de Ahu Tongariki é um dos maiores, com mais de 200 metros de extensão. Ele possui quinze moais e foi destruído por um maremoto em 1960, tendo sido restaurado trinta anos depois. Os altares da Ilha eram chamados de Ahu e serviriam como plataforma de culto aos antepassados. Possivelmente, estes altares também seriam utilizados como crematórios.
Também foi encontrado na região um sistema de escrita até hoje indecifrável, chamado de Rongo-rongo e gravado em tabletes de madeira.

MOAIS

O maior destaque desta ilha é, sem dúvidas, a presença dos Moais. Os Moais são estátuas gigantes de pedra com tamanhos que variam de quatro a seis metros de altura. Alguns deles chegam a vinte metros de altura e possuem pesos em torno de uma até cerca de vinte e sete toneladas. Conhecidas como “As Cabeças da Ilha de Páscoa” ou Naoki, contam com 887 estátuas espalhadas por todo o território e teriam sido construídas entre os anos de 1250 e 1500 pelo povo Rapanui.

Há três tipos de Moais na região: Os Pukao, os que foram erigidas ao pé do vulcão Rano Raraku e os Tukuturi. Os Pukao possuem olhos, pálpebras e um chapéu e podem chegar a doze toneladas. São contadas cerca de 250 estátuas situadas à beira-mar. Alguns destes Pukao estão a 20 km do vulcão onde teriam sido criados. Um longo caminho para uma ilha de pouco mais de 160 km².
Os Moais erguidos ao pé do vulcão Rano Raraku possuem desenhos e inscrições na língua Rongorongo. Não possuem os detalhes dos Pukao no que se refere ao chapéu e às pálpebras e, até então, não se sabe o motivo dessa diferença.

Os Tukuturi possuem pernas muito semelhantes ao formato e posição das estátuas do período pré-incaico. Eles apresentam-se sentados sobre suas panturrilhas com braços junto ao corpo e algumas delas possuem também o falo masculino.

Um detalhe importante remonta do ano de 1956, onde um norueguês de nome Thor Heyerdahi teria descoberto milhares de ferramentas utilizadas na confecção destes Moais.
A primeira referência de visita ocidental na região está no registro da presença de Jacob Roggeveen em 5 de abril 1722. Ele era holandês e teria encontrado nativos de cabelos avermelhados com pele clara vivendo em cabanas feitas de colmo que se alimentavam de vegetação, aliás,bem escassa na região.

Em 1988, foi necessário um guindaste para recompor algumas estátuas ao seu estado original. A empresa japonesa Tadano se prontificou para o serviço, finalizando o empreendimento em 1995. Os serviços tiveram custo elevado, mas o guindaste que poderia levantar até 50 toneladas foi doado como presente à ilha.

De acordo com a arqueóloga Jo Anne Van Tilburg, estas estátuas poderiam ser transferidas por vários quilômetros a fio de uma forma simples. As estátuas seriam conduzidas, de acordo ela, por forquilhas de troncos de árvore e cordas de fibra vegetal.

Sim. Ela disse troncos de árvore.

ORIGEM DOS MOAIS

Predominantemente, acredita-se que os Moais foram feitos pelos Rapanui. Os Rapanui foram os primeiros habitantes da ilha e teriam feito estas estátuas em homenagem aos mortos. Cogita-se que esta seria a explicação para a disposição dos Moais ao longo da ilha: de costas para o mar e, consequentemente, virados para o interior da ilha.

Há também outras teorias sobre a origem dos Moais. Algumas consideram que eles serviram até mesmo como para-raios para a ilha por causa da grande incidência de chuvas. Cogita-se que, ao servir de para-raios, este chapéu que está sobre os Pukao seria iluminado e isto poderia ser observado em dias escuros ou durante a noite no momento de chuva. Este chapéu, por conta de sua constituição porosa, absorveria energia, ficando carregado e emitindo luz. Assim sendo, o povo Rapanui teria deixado evidências de que possuíam conhecimento osuficiente para manipular materiais diferentes na construção destes Moais, garantindo até mesmo a sua preservação.

LENDAS

Entre as lendas da ilha, conta-se sobre seu sistema teocrático em um passado quando havia sacerdotes, escultores, pescadores e agricultores. A lenda sustenta que os ancestrais dos nativos realmente teriam desviado a mão de obra para construções, prejudicando a obtenção de alimentos.

É possível que tenha acontecido uma batalha entre os Hanau Eepe (orelhas compridas), que representavam a teocracia, e os Hanau Momoko (orelhas curtas), que representavam os trabalhadores. Estes últimos foram os que venceram esta batalha. Porém, os alimentos começaram a faltar e eles teriam chegado ao ponto de praticar o canibalismo. Muitas obras arquitetônicas teriam sido também destruídas. A ilha se tornou suscetível à escravidão e também a uma epidemia de varíola que dizimou grande parte da população local.

MANA

Essencialmente, o Mana seria uma manifestação visível daquilo que seria invisível, vindo de outro mundo (não necessariamente de outro planeta). De forma impressionante, a palavra Mana é associada a um poder invisível, atribuído aos representantes da Ilha e às estátuas chamadas de Moais e revela referências curiosas. Jacques d’Ares observa que a palavra Mana poderia ter as mesmas raízes de Leis de Manú, Minos, Menés, Minotauro ou ainda de O Grande Manitú. Questiona-se então se estes nomes estariam relacionados aos grandes instrutores do mundo e seu contexto no mundo invisível.

Ao que fora relatado por Jacques, as letras M e N de Mana teriam uma origem que dava pistas sobre a energia que poderia mover as pedras. “M” representaria a carga negativa e o “N” seria responsável pelo polo positivo. Então, quando se diz que somente homens (em Inglês, man) possuíam o Mana da ilha, entende-se que possuíam poder para movimentar as estátuas, uma vez finalizadas. Ao que se comenta, “O Rei lhes dava o Mana para deslocá-las”.

Segundo a Lenda, os Moais também possuíam o Mana. O Mana que habitava neles não seria necessariamente para o seu deslocamento, mas este poder lhes chegava ao serem colocados no local final chamado Ahu e ao receberem, por sobre suas cabeças, o Pukao. Este Pukao lhes permitiria que “abrissem os olhos”, sendo que os nativos pintavam a região ocular das estátuas com coral branco e calcário vermelho ao representar a íris.

MISTÉRIOS DA ILHA

Em meados do século XV, por algum motivo ainda desconhecido, houve uma mudança do objeto de culto da ilha. Em vez da cultura de moais eles passaram a cravar em pedras as figuras de homens com cabeças de pássaros. Ainda assim, dúvidas sobre a necessidade de construção dos Moais ainda permeiam o imaginário e isso se torna ainda mais acentuado depois das explicações superficiais e reducionistas de pesquisadores considerados céticos. O transporte dos Moais também merece um lugar especial nos questionamentos infindáveis, por conta de todas as impossibilidades e inconsistências que são percebidas até mesmo pelo mais leigo pesquisador.

Mesmo estes homens-pássaros apresentam a possibilidade de encontro dos nativos da ilha com viajantes nada convencionais e contemporâneos. Muitos pesquisadores, ao observarem mais atentamente aos desenhos destas pedras, conseguem associar facilmente as cabeças desenhadas com capacetes que possuem até mesmo respiradouros. Isto é reforçado ainda mais quando deparamos com a lenda que diz terem estes homens vindos do céu para visitar a ilha. É importante lembrar que o nome da Ilha de Páscoa tem suas origens no termo “Mata ki te rangi” que significa “olhos fixados no céu”.

De acordo com os dados levantados por pesquisadores diversos, a ilha nunca teve mais de quatro mil habitantes, em média. Se contarmos com o fato de que cerca de 70% eram mulheres, crianças e velhos, e outros homens que trabalhavam apenas com agricultura, é perfeitamente compreensível entender que o número restante de habitantes jamais teriam sido responsável pelos Moais existentes na região.

Alguns destes Moais possuem até 400 toneladas e teriam sido movidos por cerca de 20 km, considerando o tipo de pedra utilizado. Alguns nativos sustentam como verdadeira a lenda de que os Moais se moviam sozinhos por causa da utilização do Mana. Se formos fazer uma comparação com mecanismos tecnológicos de controle remoto atuais, fica fácil de conceber a ideia de como isso poderia funcionar. Supondo ainda que Mana, entre tudo o que é falado sobre suas energias, seria perfeitamente utilizado como um dispositivo de levitação para as tais estátuas, assim que finalizadas. Alguns ainda acreditam que este Mana estaria em poder dos visitantes do céu que também davam as formas faciais às pedras. Eles teriam ido embora antes de terminar a confecção dos rostos, o que explicaria a quantidade enorme de estátuas inacabadas ao longo da ilha.

A versão acadêmica e aceita sobre os Moais diz que estes seriam os causadores da falta de árvores da Ilha, que teriam sido utilizadas como roletes para as estátuas a fim de movimentá-las ao longo da região. Levantam também a versão em que os rostos representados em pedra seriam dos ancestrais mais famosos. Observa-se que há Moais derrubados. Isto sugere a muitos pesquisadores que o clã que fosse vencido em batalhas sofria esta penalidade em relação aos seus respectivos Moais.

Numerólogos estariam também intrigados com a Ilha por conta de suas proporções exatas. Ela tem um formato triangular e suas dimensões são de 11 km por 22 km. O misticismo na ilha é grande e sua geologia contribuiria para isto. Como exemplo, em uma de suas montanhas se pode ver o Sol nascendo e a Lua se pondo em uma mesma linha. Além disso, há três crateras vulcânicas exatamente distribuídas nos vértices de sua forma triangular.

Um detalhe interessante está na plataforma Ahu na Ilha de Hiva. Esta plataforma teria um aspecto incrivelmente semelhante aos muros Incas. Porém, de acordo com uma datação de carbono feita no local, esta estrutura seria duzentos anos mais antiga do que as edificações Incas semelhantes. Esta estrutura está perfeitamente cortada e encaixada, mesmo para os padrões das pedras da Ilha.
Os antigos místicos polinésios acreditavam que a ilha era um dos pontos magnéticos do planeta onde se concentravam as principais energias da Terra. Hoje é comprovado que a Ilha possui mesmo um grande campo magnético. Muitos sustentam, com isso, que a presença extraterrestre estaria presente na região ou que os Moais seriam a grande prova da presença destes seres no nosso mundo.

CONCLUSÃO

Pode-se notar que há divergências múltiplas entre os investigadores e estudiosos em torno das estátuas espalhadas ao longo da Ilha. Mas, precisamos ter em mente as motivações de cada pesquisador para que possamos separar o que pode ou não ser levado em conta ao registrar algum dado relevante com efeito permanente. A despeito do que possamos desejar ou não, é importante que estejamos abertos a todas as possibilidades, sem preconceitos ou interesses. Quem sabe, assim, a verdadeira situação sobre a Ilha de Páscoa seja finalmente exposta de forma contundente em um tempo hábil e sem a necessidade de interpretação difusa.

Administra canais no Youtube e trabalha com edição de imagens em Photoshop. Também é músico, programador de softwares e pesquisador de assuntos relacionados a Ufologia.

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