Adão e Eva, e o mito da criação

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Muitos de nós crescemos doutrinados por alguma das religiões abraâmicas. Estas são separadas em três vertentes: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Todas são monoteístas e concebem o Deus dos textos sagrados como Universal e Criador de Todas as Coisas. As três falam sobre uma possível origem do Homem a partir de um molde de barro feito pelas mãos do próprio Deus. O conto bíblico continua dizendo que, após a criação, o homem teria sido posto no Jardim do Éden para que dele cuidasse. Também conta sobre como teria surgido a mulher a partir de uma das costelas de Adão, e, mais para frente, sobre como o casal teria caído em desgraça após ouvir a maléfica serpente que por ali se arrastava. Também sobre como Deus, ao perceber que algo neles havia mudado, se enfureceu e expulsou o jovem casal do Paraíso, os condenando a uma vida de trabalho e sofrimento. Essa estória sabe-se de cor e salteada, e, apesar da beleza propositalmente alegórica que o texto traz e da curiosidade perplexa que é capaz de causar, acaba por surtir na maioria das pessoas a racional e debochada desconfiança de que tudo isso não passa de um mito para explicar algo mais complexo. Ora… Aprendemos nas escolas que viemos e evoluímos do macaco!

Na verdade, a Teoria da Evolução não diz que o homem veio do macaco – esse é um equívoco comum sobre teoria de Darwin. A tal teoria diz que os humanos e os macacos possuem um ancestral em comum e que pertencem ao grupo dos primatas. De qualquer forma, levou muito tempo para que nossa sociedade aceitasse a Teoria da Evolução como crença mais coerente sobre nossa origem. Então, o que mais haveria para ser investigado se já temos a resposta?

E se, de repente, o mito bíblico for tão ou mais verdadeiro que a teoria publicada em 1859 em plena Era Vitoriana?

Quando Charles Darwin publicou o livro A Origem das Espécies, seus colegas acadêmicos, a Igreja e a austera sociedade da época o apedrejaram, metaforicamente, de todas as maneiras possíveis. E, vejam: no livro, Darwin evitou ao máximo usar o termo evolução, pois isso implicava em criação sem intervenção divina, o que era uma tremenda e imperdoável blasfêmia na época. A sua sorte é que a Era das Fogueiras já havia passado, mas ele não escapou de ser retratado em uma caricatura de macaco na famosa revista inglesa Hornet.

Antropogênese: desenvolvimento da espécie humana segundo os evolucionistas.

Porém, com o tempo, sua tese se tornou a explicação científica mais aceita e divulgada sobre a diversidade de espécies na natureza. Em contrapartida, a credibilidade da Bíblia e a fé nela depositada foi automática e inevitavelmente enfraquecida pela gradativa aceitação da Teoria da Evolução. Era e é uma questão de lógica: se o Homem evoluiu, então não pode ter sido milagrosamente criado por Deus!

Mas há um problema com a teoria de Darwin: nunca foi explicado o salto que a humanidade deu em sua História, na passagem repentina de Homo erectus para Homo Neandertalensis, o Neandertaal, e, na sequência, do Neandertaal para o Homem Cro-Magnon, sem que fossem deixados vestígios desse salto enorme. Nunca foram encontradas ossadas de seres intermediários entre o Homo erectus e o Neandertal, nem entre o Neandertal e o Cro-Magnon! Volta e meia aparecem candidatos ao Elo Perdido que nunca se sustentam ao posto ao decorrer das investigações.
Outro fator sem explicação é que os Neandertais apareceram há cerca de 300.000 anos, em vez de daqui dois ou três milhões de anos no futuro, de acordo com a lógica do processo evolutivo. Sim, porque, se tivéssemos evoluído naturalmente do Homo erectus, ainda estaríamos lá atrás, no estágio mais primitivo, e não aqui. Afinal, essa espécie simiesca já perambulava pela terra há três, quatro e já se fala em até oito milhões de anos, de acordo com estudos recentes. Como então aconteceu um salto tão grande para o Neandertal, que surgiu há relativamente tão pouco tempo? Temos seres mais aproximados ao Neandertal, com aparentemente poucas diferenças, como o Homo heidelbergensis, que surgiu há 600, 700 mil anos, e o Hominídeo de Denísova, assim como os recém-descobertos proto-Neandertais encontrados ao norte da África e que surgiram na mesma época. Mesmo assim, estão deslocados no tempo natural de evolução em comparação com as espécies mais primitivas como o Homo erectus, ou próximos a ele. Junto a isso o fato que tanto os Neandertais e seus similares, o Homo erectus e seus similares e os Cro-Magnons coexistiram até cerca de 40 mil anos atrás! Vários tipos do gênero humano em diferentes estágios de evolução convivendo no mesmo período. Um não anulou o outro. Como se explica isso? As hipóteses são várias! Mas, nenhuma é conclusiva.

Homem de Cro-Magnon.

De qualquer forma, como os outros espécimes de Homo não são considerados pela ciência como sapiens, concentremo-nos no Homo sapiens neandertalensis, muito embora hoje em dia já se cogite que ele não seja o antecessor do homem moderno, mas um parente indireto. Sendo assim, parte dos pesquisadores rejeita o termo sapiens para ele, enquanto outra parte insiste que ele seja uma subespécie do Homo sapiens sapiens, e que, portanto, deve-se sim manter o sapiens em seu sobrenome. Enquanto resolvem o que fazer, continuo com a minha linha de raciocínio, onde o Neandertal se encaixa perfeitamente como uma criatura deslocada no ritmo evolucionário após o Homo erectus e como antecessor do Homo sapiens sapiens, seguindo a linha científica que considera o mesmo.

Estudos sobre o DNA mitocondrial levam a supor que tanto os Neandertais (Homo sapiens Neandertalensis) como os Cro-Magnons (Homo sapiens sapiens) evoluíram a partir de um ancestral em comum, faltando apenas saber quando teria ocorrido essa separação. A questão é que não existem ossadas que façam a conexão com esse antepassado em comum.
Outros estudos genéticos também constataram que há cerca de 200, 350.000 anos atrás, aproximadamente, houve uma mudança súbita na cadeia do DNA humano, e ainda não foi encontrada qualquer explicação lógica para isso. Ou seja, já não é mais apenas uma questão de encontrar ossadas intermediárias: a Genética também acusa um salto inexplicável do tipo Homo erectus para o tipo Homo Neandertalensis!

Claramente, a Ciência ainda não tem todas as respostas. Descobre-se, aqui e ali, uma nova ossada de algum ancestral do Homem moderno em algum local que foge do senso comum acadêmico, e, assim, mais e mais questões são levantadas, possibilidades são exploradas, descobertas genéticas nos tiram a respiração e o anseio cresce; mas, ainda assim, continuamos sem respostas para o que realmente aconteceu no passado, e, como caçadores de um tesouro pirata perdidos no tempo e na lenda, vamos seguindo as linhas pontilhadas e decifrando as pistas que nos levam sempre a outra pista: porém, ainda não podemos entender por completo o velho mapa de couro surrado.

O fato é que caçadores primitivos, coletores de frutos caídos ao chão de feições rústicas, cheios de pelos por todo o corpo que conviviam com outros animais e bebiam em poças d’água de chuva, foram subitamente transformados em seres graciosos, construtores de cidades, escribas, médicos, professores, sem terem tido o tempo necessário para um aprendizado baseado em tentativas, erros e acertos, como teoricamente acontece em uma evolução natural. Por outro lado, podemos especular que subir em uma árvore para se abrigar, colher um fruto que já se sabe ser comestível por conhecimento geracional ou fazer uma lança com ponta de pedra vem do instinto de sobrevivência e da inteligência adquirida pela observação somados à necessidade de se virar com o que se tem por perto, mas… Construir cidades exige conhecimento! E de onde veio esse conhecimento todo, assim, repentinamente?

Muitos se confortam espiritualmente e sem questionamentos ao dogma religioso da Criação, o mito de Adão e Eva. Pode parecer estranho uma cobra falar, mas tudo bem, já que o importante é ter fé. Outros se conformam intelectualmente com a Teoria da Evolução, mas no fundo, o tal Elo Perdido é uma grande pulga atrás da orelha. De alguma forma entrevemos, mesmo que sutilmente, que falta uma peça nesse quebra-cabeças!

Adão e Eva.

Há mais alguma alternativa que nos instiga a continuar buscando por uma resposta? Sim, há! Podemos nos aventurar pela Teoria do Astronauta Antigo. Essa teoria investiga uma possível interferência extraterrestre ocorrida no passado da Terra e da Humanidade e promete respostas que trazem a solução do mistério do Elo Perdido.
Você já ouviu falar ou leu sobre as tabuletas de argila mesopotâmicas encontradas na Biblioteca de Assurbanípal II nas ruínas da bíblica cidade de Nínive? Por volta de 1840, arqueólogos ingleses e franceses fizeram descobertas incríveis. No meio das escavações encontraram palácios, templos, joias, estátuas, a tal biblioteca real e, dentro dela, mais de 25.000 tabuletas de argila, todas com escritos cuneiformes!

Essas tabuletas relatavam tudo: textos históricos, poesias, registros astronômicos, fórmulas matemáticas, contratos comerciais, partituras musicais, tudo! Inclusive textos mitológicos que retratavam a vida dos deuses, seus feitos e sua genealogia. Zecharia Sitchin era um dos poucos estudiosos no mundo capazes de ler e interpretar o Sumério antigo e o Acadiano diretamente nas tabuletas de argila. Para escrever O 12º Planeta, primeiro livro de uma série e a base de sua teoria, Sitchin debruçou-se durante trinta anos sobre as traduções das tabuletas que já estavam disponíveis em diversos tratados, teses, e livros de diversos autores – a maioria ligada à Arqueologia ou Filologia. Ele também investigou pessoalmente muitas tabuletas originais às quais pôde ter acesso em museus espalhados pelo mundo, principalmente no Museu Britânico de Londres. Em seguida, Sitchin escolheu o melhor resultado dessas traduções – aquelas que faziam mais sentido para ele ou que eram mais coerentes entre si – e as comparou com o texto Bíblico em hebraico massorético. E foi assim que ele percebeu que o que os primeiros tradutores dos textos mesopotâmicos consideravam como mitologia era, na verdade, uma história real! A história dos deuses sumérios que ficaram conhecidos nos últimos anos – como Anunnaki – e que um dia, há mais ou menos 450.000 anos, saíram de seus reinos celestiais e vieram para a Terra. A Bíblia se refere a eles como os Elohim ou Nefilim. Vários são os epítetos Bíblicos para eles.

Para o reino celestial, os sumérios deram o nome de Nibiru. Esse nome foi encontrado no Enuma Elish, cópia de um texto sumério muito mais antigo onde a palavra nibiru significa “travessia”. Segundo o antigo texto, o misterioso corpo celeste que é inicialmente chamado de Marduk em homenagem ao deus que dita vitoriosamente ao escriba sua versão babilônica da história, atravessa o Sistema Solar esporadicamente, entre Marte e Júpiter, justamente no espaço onde há um cinturão de asteroides, cujas rochas sempre nos fazem especular se não seriam os restos mortais de um planeta destruído há muito, muito tempo atrás. O texto mesopotâmico K.3558 é bem explícito: “o número dos corpos celestes de Mulmul (Sistema Solar) é doze.” Os sumérios faziam a conta, somando os nove planetas já conhecidos por nós, inclusive Plutão, juntamente ao Sol e a Lua.

Épico babilônico Enuma Elish.

O 12º membro do sistema solar seria o Travessia – ou Nibiru – que era representado pictograficamente com o sinal da cruz. Uma cruz enfeitada com sinais que lembram radiação e luz, indicando um corpo com campo magnético bastante forte. A cruz é um dos símbolos mais antigos do mundo. Os textos falam de Nibiru da seguinte maneira: “ele perscruta o escondido conhecimento”, “ele vê todos os quadrantes do universo”, “o grande planeta: a sua aparência, vermelho escuro”, “o mais radiante dos planetas é ele”. Sitchin supõe que seja uma anã marrom cujo espectro não pode ser reconhecido por telescópios comuns, e que por isso ainda não foi encontrado em nosso sistema solar. Hoje já se fala no Planeta Nove e as coincidências que o ligam ao hipotético Nibiru de Sitchin são muitas. É um planeta gelado, com massa de sete a dez vezes maior que a Terra, possivelmente do tamanho de Netuno e com uma órbita excêntrica. Mas as coincidências acabam quando se começa a tratar do tempo de órbita e do caminho que o novo membro da família do Sol faz. O Planeta Nove não passa por dentro do Sistema Solar, entre Marte e Júpiter, mas abraça por fora todos os planetas em uma grande órbita ao redor do Sol com tempo estimado de 15 a 20 mil anos. Já a órbita de Nibiru em volta do nosso Sol é proposta como sendo de 3.600 anos. Os sumérios definem esse tempo como um shar, unidade matemática equivalente ao ano de Nibiru. E, agora, podemos vislumbrar a diferença entre os ciclos de vida dos Elohim (Anunnaki) e nós, terrestres. Se 3.600 anos da Terra correspondem a um ano de Nibiru, quanto tempo vivem esses seres que foram adorados como deuses nas mitologias dos quatro cantos do Mundo Antigo?

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Estudiosa e investigadora da teoria do Astronauta Antigo. É roteirista dos quadrinhos Anunnaki: Os Senhores da Eternidade.

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